O QUE
FAZEMOS
Ciência
colaborativa
A Procellar-ID recolhe avistamentos de aves marinhas no mar graças ao trabalho dos seus colaboradores, que recebem formação específica para a identificação de espécies e para a recolha de dados. Foram desenvolvidas duas metodologias de monitorização alternativas, cada uma delas dedicada a diferentes grupos de espécies consoante a sua abundância: os avistamentos oportunistas, focados nas espécies pouco frequentes, e os snapshots, contagens visuais dedicadas às espécies mais abundantes.
Recolha de dados
Avistamentos oportunistas
Durante as suas atividades, os nossos colaboradores registam todos os avistamentos no mar de espécies pouco frequentes (todas exceto o cagarro, a gaivota-de-patas-amarelas e o garajau-comum), incluindo também o registo de aves não marinhas durante a migração. Estas observações são georreferenciadas e incluem ainda dados ecológicos e ambientais relevantes.
Posição
geográfica
Número
de individuos
Comportamento
Espécie
Associação com cetáceos
Data
Dados
imprescindíveis
Contagens visuais
Para monitorizar as espécies mais abundantes, nomeadamente o cagarro, foi desenvolvida uma metodologia alternativa baseada em contagens visuais de aves marinhas à volta da embarcação, realizadas durante intervalos de tempo fixos e predefinidos. Estes censos são efetuados por observadores especificamente treinados, a bordo das embarcações dos colaboradores. Durante as contagens, registam-se também outras variáveis relevantes, como a presença de cetáceos ou o estado do mar.
Incidências
Infelizmente, no meio marinho são também regularmente observadas aves em situações preocupantes. Por esse motivo, a plataforma inclui um registo específico dedicado às observações de aves feridas, mortas e/ou em interação com material de pesca ou lixo marinho, geralmente encontradas presas.
O valor dos dados oportunistas
Apesar das limitações analíticas dos dados oportunistas, estes provêm uma grande quantidade de informação ecológica de forma econômica e ampla cobertura espaço-temporal, aumentando a probabilidade de detecção de eventos e espécies raras que, de outra forma, poderiam passar despercebidos. Para colmatar a ausência de uma quantificação absoluta do esforço de amostragem, alguns colaboradores registam trajetos GPS das embarcações durante as atividades no mar, de forma a estimar o esforço espacial de amostragem, tendo também em conta variáveis como o estado do mar e o número de observadores. Adicionalmente, ao registar a presença de cetáceos durante os avistamentos de aves marinhas, são incorporadas condições ecológicas relevantes que podem influenciar a interpretação da informação recolhida. Este aspeto é particularmente importante tendo em conta que os colaboradores de whale-watching procuram ativamente encontros com cetáceos, e que é conhecida a tendência de algumas espécies de aves marinhas para se associarem com estes animais em áreas de alimentação.